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Doença do pombo pode levar até à morte



Em Salvador parte da população ainda mantém um velho hábito de alimentar a ave, o que ajuda a contribuir com a proliferação

Eles chegaram à época da colonização do país – vindos principalmente da Europa – e, com as drásticas mudanças nas grandes cidades, eles passaram a fazer parte do cenário do dia-a-dia. Mas, não é de hoje que os pombos, com a grande capacidade reprodutiva que possuem, viraram um problema de saúde pública, uma vez que as fezes deles, quando viram pó e são inaladas pelo homem, podem vir a causar doenças respiratórias e neurológicas, podendo levar a morte.

No Distrito Federal, aos menos cinco pessoas foram contaminadas, este ano, por fungos presentes nas fezes das aves, três delas estão internadas no Hospital de Base, em Brasília, e outras duas receberam alta no início da semana após ficarem quase um mês hospitalizadas. Segundo a literatura médica, o índice de mortalidade chega a 70%. 

Em Salvador, principalmente na região central da cidade, é muito comum encontrar dezenas deles, a maioria em grupos, aproveitando os restos de comida que as pessoas deixam pelo chão. Além disso, como se não bastasse, parte da população ainda mantém um velho hábito de alimentar a ave, o que ajuda a contribuir com a proliferação.

O lixo espalhado em algumas ruas da cidade pode ser “um prato cheio” para a atração dos animais. A localidade da Piedade é onde a situação chama mais a atenção, mas a cena pode ser vista nas praças Municipal, Cayru, do Campo Grande, entre outras. O fato de não terem um caçador natural também é considerado um fator contributivo.

Entre as doenças que eles podem causar, estão criptococose, histoplasmose, ornitose, salmonelose, encefalite, dermatites, alergias respiratórias, doença de Newcastle, aspergilose e tuberculose (algumas delas você terá mais detalhes no final desta reportagem).

Apesar desse grau de nocividade, os pombos não podem ser, simplesmente, exterminados, pois estão protegidos pela Lei Federal 9.605/1998. Segundo a norma, maltratar, ferir ou matar estes animais seja crime ambiental e a pena pode variar de multas até cinco anos de reclusão.

Prevenção

De acordo com especialistas da área de biologia, algumas medidas podem ser tomadas para evitar não apenas a proliferação dos animais, assim como problemas de saúde. Umedecer forros, calhas e outros locais onde há a presença destes animais antes de remover a sujeira, se protegendo com o auxílio de luvas e máscara sobre o nariz e boca, e resguardar os alimentos são algumas delas.

Medidas educativas também podem ser feitas, como a orientação a população a não alimentar os pombos e tampouco deixar lixo exposto e a utilização de barreiras físicas, como o uso de telas, além do uso de repelentes específicos em muros, telhas e lajes.

CCZ realiza trabalho de orientação

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Prefeitura de Salvador, realiza um trabalho de orientação à população justamente para evitar a proliferação desses animais. “Nós fazemos inspeções em locais como escolas e hospitais quando as pessoas têm um grande incômodo. Nelas, nós observamos quais as situações que estão propiciando o aparecimento de pombos naquela área. Mas, nós não somos um órgão controlador de pragas. Damos apenas indicações para o manejo, como proteção de locais e destinação do lixo” explicou Eliaci Costa, subgerente das ações básicas do centro.

A população pode acionar o CCZ através do número 156. Conforme Eliaci, não existe um órgão público, em Salvador, que lide com essa questão do controle da população de pombos, a menos que seja contratada uma empresa que trabalhe especificamente com isso. “A Prefeitura fez um convênio, com uma empresa, para atuar nas unidades de saúde, que é um problema que nós temos. Ela é quem faz o desalojamento e a limpeza”, pontuou.

Por último, subgerente das ações básicas do CCZ pontuou que o centro só poderia ter um controle de programa de pombos caso a capital baiana tivesse registrada alguma doença ou morte oriunda das fezes dos pombos. Mas, o órgão realiza campanhas educativas para justamente alertar a população quanto aos riscos, como a produção de informativos e visitas a escolas. “Uma das coisas que faz com que a quantidade de pombos aumente é a alimentação dos mesmos pela população”, afirmou Eliaci.

Confira algumas das doenças que podem ser causadas pelos pombos:

Salmonelose: doença infecciosa provocada por bactérias. A contaminação ao homem ocorre pela ingestão de alimentos contaminados com fezes animais.

Criptococose: doença provocada por fungos que vivem no solo, em frutas secas e cereais e nas árvores; e isolado nos excrementos de aves, principalmente pombos.

Histoplasmose: doença provocada por fungos que se proliferam nas fezes de aves e morcegos. A contaminação ao homem ocorre pela inalação dos esporos (células reprodutoras do fungo).

Ornitose: doença infecciosa provocada por bactérias. A contaminação ao homem ocorre pelo contato com aves portadoras da bactéria ou com seus dejetos.

Meningite: inflamação das membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.

 

Fonte: http://www.trbn.com.br

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