Descupinização

A incidência de cupins normalmente é percebida pela observação de um pozinho abaixo de móveis ou caminhos de terra na parede. A falta de monitoramento e combate a essa praga pode gerar prejuízos significativos ao patrimônio residencial, comercial ou histórico, em função dos danos nas estruturas de madeira e outras.

No Brasil, existem três grupos principais de cupins que causam transtornos: cupins-de-madeira-seca, cupins-arbóreos e cupins-subterrâneos. As brocas-da-madeira pertencem ao grupo dos besouros e também são responsáveis por prejuízos em peças de madeira.

Após inspeção técnica com determinação da espécie infestante, avalia-se a melhor forma de realizar tratamento preventivo ou corretivo com as seguintes técnicas:

Injeção: Procedimento caracterizado pela inoculação de cupinicida através dos próprios orifícios abertos pelos cupins ou em furações realizadas em pontos estratégicos do madeiramento para uma aplicação uniforme na estrutura a ser tratada. As precauções tomadas durante o trabalho visam, sempre que possível, a preservação da estrutura e aparência da peça cujo controle pode ser alcançado por meio do uso de seringas, pequenos pulverizadores e outros equipamentos manuais ou mecânicos.

Barreira química: Procedimento utilizado para o controle de cupins-arbóreos e cupins-subterrâneos com a formação de uma barreira química uniforme no solo visando impedir a chegada de cupins através do perímetro subterrâneo da edificação. Técnica utilizada em áreas externas, por meio de trincheiras ou trado injetor, suas precauções devem contemplar a presença de tubulações elétricas ou hidráulicas, presença de pinturas artísticas nas paredes, azulejos antigos, reservatórios de água potável, raízes de plantas e outras estruturas que não devem ser atingidas.

Polvilhamento: Método onde se utiliza inseticida na formulação pó seco para combater os cupins que transitam em conduítes elétricos e demais áreas que não devem receber tratamento líquido.